A importância da atividade física na velhice

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Glossário de treinamentos
Para quem olha de fora, a corrida pode parecer o simples movimento de sair de casa, percorrer alguns quilômetros e aproveitar todos os benefícios da atividade física. Entretanto, praticar este esporte vai muito além. Existem muitos treinos específicos para o desenvolvimento do atleta, amador ou profissional, como os intervalados, os longões, fartlek, subida e descida e regenerativo.
Desta forma, pode até parecer difícil escolher um apropriado para alcançar seus objetivos. Por isso, o O2 Por Minuto separou os principais treinamentos voltados para a corrida, suas especificidades e quando realizá-los.
Treinamento intervalado
O treinamento intervalado, também conhecido popularmente como treino de tiros, é um dos exercícios mais utilizados pelos corredores e também um dos mais cansativos. Com a meta de melhorar o desempenho do atleta nas provas, esse treino faz o corredor suar mais que o normal.
Ele consiste em uma corrida realizada em ritmo superior ao que o atleta está acostumado, aliada com intervalos já estabelecidos. Esse treinamento pode ajudar em muito o atleta aumentar sua velocidade habitual, expandir a capacidade muscular e cardiovascular, além de elevar, consequentemente, o VO2 Máx.
“O treino intervalado é um treinamento forte, no qual o corredor tem que dar o máximo de si. Depois de completar a distância estabelecida, há uma pausa um pouco maior, mas logo volta-se ao exercício”, explica Paulo Rennó, diretor técnico da Paulo Rennó Assessoria Esportiva.
Fartlek
Criado na década de 30, pelo treinador sueco Gösta Holmér, este treinamento é um dos mais usados e vantajosos até hoje. Vindo do sueco, Fartlek significa “brincadeira de correr”, tradução exata do treinamento em ação.
O fartlek não tem lugar definido, é um tipo de corrida que pode ser feita em qualquer terreno, seja ele asfalto, areia ou grama. Porém, nem tudo é brincadeira. As intensidades variam durante as passadas, ora forte ora baixa, melhorando a velocidade, o condicionamento, a força e a performance.
“No fartlek não tem nada de definido. O corredor pode correr a distância que quiser e aonde bem querer. A única regra a seguir é a intensidade das passadas”, afirma Enzo Amato, diretor técnico da Assessoria Esportiva que contém o seu nome.
Tempo Run
Muitas vezes confundido com os treinos intervalados, o foco do Tempo run é diferente dos outros treinamentos. Recomendável para atletas de intermediários e avançados, os tiros do tempo run são maiores e devem ser feitos no pace que o atleta deseja realizar a próxima prova.
Além de contribuir para a performance, esse treinamento também tem uma capacidade psicológica, que é estabelecer nova auto-estima para o corredor, que se sentirá mais confiante para a realização da prova.
“Esse exercício deve ser usado como parâmetro de avaliação de atletas, a partir do seu nível técnico, obtendo os resultados em médio a longo prazo. Os atletas saberão como será o ritmo da prova que disputarão”, frisa Sandro Figueiredo, diretor técnico do Treinamento Esportivo Sandro Performance.
Subidas e descidas
Além de seus fins para o desempenho, que ajudarão o atleta a correr melhor e mais rápido, o treinamento de subidas e descidas também contém fonte física e psicológica. “O condicionamento do atleta aumenta consideravelmente, além de aumentar sua segurança durante os treinos e provas”, afirma Rennó.
Correr na subida é importante para o desenvolvimento do atleta. Contudo, por ser um treinamento específico e desgastante, não deve ser praticado todos os dias, e sim uma vez por semana, com volume baixo, em pequenos tiros, com pausas.
Longão
Normalmente o último treino da semana, o longão é o exercício que tem a maior distância percorrida, já que no dia seguinte deve ocorrer uma folga ou um treino leve.
O longão é um treinamento mais lento, no qual enfrentar a distância é o maior objetivo e tem como o intuito a adaptação do corpo para a disputa de provas mais longas. Esse treinamento ensina a queimar corretamente a gordura corporal e aprender a poupar os estoques de glicogênio.
“O longão deve ser um treinamento cuidadoso, já que a velocidade do corredor não pode ser muito forte e nem muito baixa, pois assim o exercício não terá suas vantagens, que inclui a evolução muscular e cardiovascular”, afirma Amato.
Treinamento regenerativo
Na hora do descanso, para deixar o corpo novamente intacto, é mais válido o atleta não fazer nada ou correr? A resposta mais óbvia é a primeira, certo? Não é bem assim. O Treinamento regenerativo pode ser muito útil se feito de forma correta.
Este exercício é considerado um repouso ativo, ou seja, uma atividade de baixa intensidade ou caminhada, que auxilia na recuperação do corpo após um treinamento. Deve ser feito como forma de manter a atividade sem exagerar no treino.
“As maiores vantagens de aliar o treinamento regenerativo na planilha é o combate dele contra o ácido lático, que ajuda a combater as lesões musculares e na recuperação do sistema cardiovascular”, diz Paulo Rennó.
Por Maurício Belfante

São Paulo - As Normas da Confederação Brasileira de Atletismo para homologação de corridas de rua em 2010, baseadas na Regra 240 da IAAF, estão disponíveis na internet, a partir de hoje (23). Interessados podem consultar a íntegra das Normas no site "Corridas de Rua" da CBAt (http://www.cbat.org.br/corrida/default.asp).
A CBAt reconhece e homologa resultados das "Provas Nacionais - classe A 1 e Classe A 2". Já as "Provas Estaduais - classe B" são homologadas pelas Federações locais.
Os resultados das provas "A 1" e "A 2" compõem o Ranking Nacional de corridas de rua e são enviados à IAAF, para integrarem também a lista internacional. Em 2009, o último Permit foi concedido à tradicional São Silvestre (Permit 36/2009), em São Paulo. A primeira já autorizada para o ano que vem é a Corrida de Reis (Permit 01/2010), em Cuiabá.
Para obter o reconhecimento da prova e posterior homologação dos resultados, os organizadores devem cumprir as exigências do caderno de encargos. Uma delas é definir uma distância padrão (tipo 10 km, 15 km, maratona etc.). Outro ponto é escolher um percurso tradicional - Ex: travessia de ponte, volta em lagoa.
As distâncias dos respectivos percursos deverão ser confirmadas por um "medidor oficial" do quadro da CBAt. Caberá à entidade, após análise da documentação enviada pelo medidor, expedir o "Certificado de Medição", que tem validade de cinco anos. Os resultados serão homologados pela Confederação após a entrega do relatório do "delegado técnico".
Os organizadores das corridas obrigatoriamente devem oferecer água após a linha de chegada. As provas com distâncias a partir de 10 km devem comportar postos intermediários de fornecimento de água.
Serviço médico e convênio com hospitais ou clínicas para atendimento de casos de urgências são outras obrigações da organização. Da mesma forma que as providências junto ao poder público, observadas as leis do trânsito, para a liberação das vias utilizadas pelos competidores.
Ponto importante é a obrigatoriedade da realização de controle de doping. Nas provas da "classe A 1", pelo menos 10 atletas devem passar pelo controle, e nas corridas de "classe A 2", oito competidores, no mínimo, têm que ser controlados.

Analisando a atividade muscular, descobriu-se que durante a marcha os músculos utilizados realizam contrações excêntricas e resistem a uma força de estiramento (gravidade, momento). Este esquema foi considerado mais econômico do ponto de vista de gasto energético que a corrida.
Músculos ativados: dorsoflexores de tornozelo, gastrocnêmio e sóleo, quadríceps, Ísquio-tibiais , Glúteo máximo, flexores de quadril (observado: grácil, porção do adutor mágno, adutor longo, mas não ativa o reto femoral ) e ílio psoas (pouca atividade, mais para a fase de impulsão); abdutores (após o contato do calcanhar); adutores (início e fim da fase de apoio); eretores da espinha (quando toca o solo do mesmo lado da perna); reto abdominal; músculos dos pés (em geral e mais ativos em pessoas de pés chatos); deltóides posterior e médio, subescapular, grande dorsal , redondo maior (aumentavam sua ação de acordo com a velocidade da marcha).