segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

viciado em atividade física?

Atividade física e transtornos alimentares

Vários estudos demonstram que a prática regular de exercício físico está relacionada a benefícios para a saúde. Por outro lado, a inatividade física e um estilo de vida sedentário estão relacionados a fatores de risco para o desenvolvimento ou agravamento de certas condições médicas. Descrevem os benefícios da atividade física como tratamento adjunto nos quadros depressivos e ansiosos, sugerindo que esta deva ser prescrita em associação às demais terapias nestes quadros. Considerações sobre algumas hipóteses dos mecanismos fisiológicos envolvidos na melhora do humor e sintomas ansiosos após a prática de exercício como a “hipótese da distração”, onde melhoras nos níveis de ansiedade/depressão seriam obtidas pelo fato do indivíduo distanciar-se de estímulos estressantes vitais durante a atividade física, não pela atividade física per se. Um segunda hipótese descrita é a das monoaminas, onde a prática continuada de exercício contribuiria para aumentar os níveis centrais de serotonina e noradrenalina, neurotransmissores reconhecidamente envolvidos nos transtornos afetivos e ansiosos. Por fim, a terceira hipótese e também a mais conhecida, envolve um aumento nos níveis de endorfina, um opióide endógeno implicado nos efeitos de bem-estar físico e psíquico descritos após prática de atividade física.

Em oposição aos aspectos positivos relacionados à prática racional e regular de exercício físico, uma série de estudos avaliou que muitos indivíduos podem praticar exercício de uma forma inadequada e excessiva, que passará então a causar prejuízos para a saúde do mesmo. Nestes estudos parece não haver um consenso entre os autores na denominação e classificação do fenômeno. Denominações como: adição à corrida, correr obrigatório, exercício mórbido, exercício compulsivo e dependência de exercício, são alguns dos termos usados para descrever o problema. Temos na literatura a triade da mulher atleta, mas esse artigo fica pra uma outra vez.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


CORRIDAS DE RUA: NORMAS PARA 2010

São Paulo - As Normas da Confederação Brasileira de Atletismo para homologação de corridas de rua em 2010, baseadas na Regra 240 da IAAF, estão disponíveis na internet, a partir de hoje (23). Interessados podem consultar a íntegra das Normas no site "Corridas de Rua" da CBAt (http://www.cbat.org.br/corrida/default.asp).

A CBAt reconhece e homologa resultados das "Provas Nacionais - classe A 1 e Classe A 2". Já as "Provas Estaduais - classe B" são homologadas pelas Federações locais.

Os resultados das provas "A 1" e "A 2" compõem o Ranking Nacional de corridas de rua e são enviados à IAAF, para integrarem também a lista internacional. Em 2009, o último Permit foi concedido à tradicional São Silvestre (Permit 36/2009), em São Paulo. A primeira já autorizada para o ano que vem é a Corrida de Reis (Permit 01/2010), em Cuiabá.

Para obter o reconhecimento da prova e posterior homologação dos resultados, os organizadores devem cumprir as exigências do caderno de encargos. Uma delas é definir uma distância padrão (tipo 10 km, 15 km, maratona etc.). Outro ponto é escolher um percurso tradicional - Ex: travessia de ponte, volta em lagoa.

As distâncias dos respectivos percursos deverão ser confirmadas por um "medidor oficial" do quadro da CBAt. Caberá à entidade, após análise da documentação enviada pelo medidor, expedir o "Certificado de Medição", que tem validade de cinco anos. Os resultados serão homologados pela Confederação após a entrega do relatório do "delegado técnico".

Os organizadores das corridas obrigatoriamente devem oferecer água após a linha de chegada. As provas com distâncias a partir de 10 km devem comportar postos intermediários de fornecimento de água.

Serviço médico e convênio com hospitais ou clínicas para atendimento de casos de urgências são outras obrigações da organização. Da mesma forma que as providências junto ao poder público, observadas as leis do trânsito, para a liberação das vias utilizadas pelos competidores.

Ponto importante é a obrigatoriedade da realização de controle de doping. Nas provas da "classe A 1", pelo menos 10 atletas devem passar pelo controle, e nas corridas de "classe A 2", oito competidores, no mínimo, têm que ser controlados.

Entendendo as passadas na corrida


Entendendo as passadas na corrida

DESCRIÇÃO DA CORRIDA

A corrida é descrita como um movimento cíclico das fases de contato com o solo e oscilação sucessivamente. A força vertical desse movimento é absorvida pelos pés, pernas, coxas, pelve e coluna. Ela representa:

:: 2 vezes o seu peso corporal no trote e;
:: 4 vezes o seu peso corporal nas corridas de velocidade.

A base da corrida encontra-se nos pés que, além de absorver a maior parte do impacto, dão equilíbrio dinâmico ao resto do corpo, impulsionando-o para frente.

TIPOS DE PISADA

A maneira como o pé toca o calcanhar e "rola" pelo chão, até impulsionar o corpo com o auxílio dos dedos é o que diferencia os três tipos básicos de pisada.

a)
Pronadores: tendem a começar o movimento pela parte interna do calcanhar, apoiando-se na borda interna do pé e concentrando impulso na área do dedão. Geralmente pessoas com pé chato realizam este tipo de pisada e necessitam de tênis com estabilidade para correr.

b)
Supinadores: tendem a apoiar a parte externa do calcanhar com mais intensidade, seguindo o movimento pela borda externa do pé e concentrando o impulso nos últimos dedos. Ocorrem geralmente em quem tem pé cavado e necessitam de tênis com amortecimento para treinar.

c)
Neutros: a pisada começa no calcanhar, o pé percorre o solo de modo mais uniforme e o impulso é dado pelo apoio dos três primeiros dedos.


Analisando a atividade muscular, descobriu-se que durante a marcha os músculos utilizados realizam contrações excêntricas e resistem a uma força de estiramento (gravidade, momento). Este esquema foi considerado mais econômico do ponto de vista de gasto energético que a corrida.

Músculos ativados: dorsoflexores de tornozelo, gastrocnêmio e sóleo, quadríceps, Ísquio-tibiais , Glúteo máximo, flexores de quadril (observado: grácil, porção do adutor mágno, adutor longo, mas não ativa o reto femoral ) e ílio psoas (pouca atividade, mais para a fase de impulsão); abdutores (após o contato do calcanhar); adutores (início e fim da fase de apoio); eretores da espinha (quando toca o solo do mesmo lado da perna); reto abdominal; músculos dos pés (em geral e mais ativos em pessoas de pés chatos); deltóides posterior e médio, subescapular, grande dorsal , redondo maior (aumentavam sua ação de acordo com a velocidade da marcha).